{"id":270,"date":"2024-08-10T11:49:10","date_gmt":"2024-08-10T14:49:10","guid":{"rendered":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/?page_id=270"},"modified":"2024-08-10T14:54:52","modified_gmt":"2024-08-10T17:54:52","slug":"historia-da-escravatura-em-sao-sebastiao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-da-escravatura-em-sao-sebastiao\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da escravatura em S\u00e3o Sebasti\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">O Escravo Negro na Economia de S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"291\" height=\"183\" src=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/escravatura-sao-sebastiao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-271\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Navio negreiro<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"197\" height=\"121\" src=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/fazenda-santana-sao-sebastiao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-272\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fazenda Santana<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"285\" height=\"174\" src=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/escravatura-sao-sebastiao-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-273\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Moenda de cana<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"351\" height=\"181\" src=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/escravatura-sao-sebastiao-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-274\" srcset=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/escravatura-sao-sebastiao-2.jpg 351w, https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/escravatura-sao-sebastiao-2-300x155.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Tronco<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"255\" height=\"209\" src=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/escravatura-em-sao-sebastiao-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-275\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Casa de moenda<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"316\" height=\"264\" src=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/moenda-em-sao-sebastiao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-276\" srcset=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/moenda-em-sao-sebastiao.jpg 316w, https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/moenda-em-sao-sebastiao-300x251.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"186\" height=\"145\" src=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/fazenda-santana-em-sao-sebastiao-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-277\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fazenda Santana<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>A capitania de S\u00e3o Vicente ( regi\u00e3o onde se encontrava S\u00e3o Sebasti\u00e3o ) foi a pioneira no cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar, mas devido a aus\u00eancia de grande quantidade de terras planas que facilitassem a implanta\u00e7\u00e3o da agroind\u00fastria essa regi\u00e3o voltou-se para o cultivo da agricultura de subsist\u00eancia baseada em ro\u00e7as de mantimento, cana e algod\u00e3o. Somente em fins do s\u00e9c. XVIII cresce a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar para exporta\u00e7\u00e3o. Diferentemente da regi\u00e3o nordeste, S\u00e3o Sebasti\u00e3o continuou a cultivar paralelamente a lavoura da cana, as ro\u00e7as de mantimento, inclusive para alimentar a popula\u00e7\u00e3o do nordeste j\u00e1 que nesta regi\u00e3o era praticada somente a cultura da cana.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra diferen\u00e7a consiste na constru\u00e7\u00e3o dos engenhos, onde no nordeste eram movidos a tra\u00e7\u00e3o animal e em S\u00e3o Sebasti\u00e3o movidos \u00e0 \u00e1gua. No ano de 1788 a popula\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Sebasti\u00e3o era estimada em 3.500 habitantes onde cerca de 1.000 eram negros. J\u00e1 no ano de 1844 h\u00e1 registro de que essa popula\u00e7\u00e3o tenha aumentado para pelo menos 2.000 escravos que trabalhavam n\u00e3o s\u00f3 na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar, mas tamb\u00e9m de aguardente, fumo, algod\u00e3o, caf\u00e9, nas olarias da fazenda Carmelita do Guaec\u00e1, na constru\u00e7\u00e3o dos Fortes, como canoeiros, pescadores, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema escravista Sebastianense n\u00e3o foi t\u00e3o r\u00edgido como o baiano ou mesmo pernambucano, talvez pelo n\u00e3o compromisso de se produzir grande quantidade de a\u00e7\u00facar. Nesta regi\u00e3o pode-se dizer que, o n\u00famero de negros aumentou ap\u00f3s a proibi\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de escravos iniciada a partir de 1830, devido talvez ao contrabando de escravos feitos principalmente pelo litoral paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>A costa brasileira foi colonizada com o objetivo de se implantar a agroind\u00fastria da cana-de-a\u00e7\u00facar pois, na \u00e9poca al\u00e9m do a\u00e7\u00facar ser considerado um artigo de luxo, era uma pr\u00e1tica j\u00e1 utilizada nas ilhas africanas como: A\u00e7ores, Cabo Verde, etc. Esse tipo de economia comercial era galgado num trip\u00e9 onde toda a produ\u00e7\u00e3o da cana visava a exporta\u00e7\u00e3o, monocultura e trabalho escravo. Trabalho este que inicialmente foi feito pelos \u00edndios que eram capturados atrav\u00e9s do bandeirismo de apresamento, mais tarde a m\u00e3o-de-obra passou a ser negra pois, al\u00e9m destes j\u00e1 estarem acostumados a esse tipo de trabalho, era um neg\u00f3cio lucrativo, os negros eram trocados na \u00c1frica por quinquilharias e trazidos todos amontoados num navio e chegando no Brasil eram leiloados e vendidos por um pre\u00e7o bem alto. Quanto mais novo o negro, mais caro era vendido. Aqui na regi\u00e3o de S\u00e3o Sebasti\u00e3o existe refer\u00eancia de que esse tipo de trabalho foi utilizado principalmente no s\u00e9c. XVII.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao escravo cabia total obedi\u00eancia ao Senhor que, devido a sua condi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio de terras acabava por impor seu poder atrav\u00e9s de uma estrutura escravista, submetendo todos os que n\u00e3o fossem possuidores de escravos \u00e0 sua autoridade. O escravo morava nas senzalas e n\u00e3o tinha nenhuma participa\u00e7\u00e3o na vida pol\u00edtica e era realmente considerado um objeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para facilitar a escraviza\u00e7\u00e3o, os escravos eram vendidos separados de sua fam\u00edlia a fim de n\u00e3o existirem la\u00e7os, al\u00e9m de serem proibidos de praticarem qualquer forma de cultura, religi\u00e3o que n\u00e3o fosse imposta. Muitos desses escravos n\u00e3o aceitavam essa imposi\u00e7\u00e3o, desobedeciam ou mesmo fugiam. Para garantir a plena execu\u00e7\u00e3o do trabalho, os senhores criaram algumas formas de repreens\u00e3o, como por exemplo, o Pelourinho que entre outros, era a forma mais humilhante de castigo. Este processo acabou gerando a luta pela liberdade e posteriormente a aboli\u00e7\u00e3o dos escravos. Mas n\u00e3o devemos esquecer que a eles devemos grande parte do desenvolvimento do nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja tamb\u00e9m:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-de-piratas-e-corsarios-em-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"301\">Piratas e Cors\u00e1rios<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-do-porto-de-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"298\">O Porto como Fator de desenvolvimento econ\u00f4mico<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-dos-transportes-em-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"292\">Transportes<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-politica-de-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"279\">Pol\u00edtica<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-da-escravatura-em-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"270\">Escravatura<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-da-formacao-fundiaria-de-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"263\">Forma\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-do-comercio-em-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"254\">Com\u00e9rcio<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Escravo Negro na Economia de S\u00e3o Sebasti\u00e3o Navio negreiro Fazenda Santana Moenda de cana Tronco Casa de moenda Fazenda Santana A capitania de S\u00e3o Vicente ( regi\u00e3o onde se encontrava S\u00e3o Sebasti\u00e3o ) foi a pioneira no cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar, mas devido a aus\u00eancia de grande quantidade de terras planas que facilitassem a implanta\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_kadence_starter_templates_imported_post":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"footnotes":""},"class_list":["post-270","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=270"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/270\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":316,"href":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/270\/revisions\/316"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}