{"id":292,"date":"2024-08-10T14:36:18","date_gmt":"2024-08-10T17:36:18","guid":{"rendered":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/?page_id=292"},"modified":"2024-08-10T14:54:37","modified_gmt":"2024-08-10T17:54:37","slug":"historia-dos-transportes-em-sao-sebastiao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-dos-transportes-em-sao-sebastiao\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria dos transportes em S\u00e3o Sebasti\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"368\" height=\"137\" src=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/transportes-em-sao-sebastiao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-293\" srcset=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/transportes-em-sao-sebastiao.jpg 368w, https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/transportes-em-sao-sebastiao-300x112.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Canoa de Voga &#8221; Caridade &#8221; &#8211; Transportando Pipas de Aguardente<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"313\" height=\"228\" src=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/transportes-em-sao-sebastiao-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-294\" srcset=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/transportes-em-sao-sebastiao-1.jpg 313w, https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/transportes-em-sao-sebastiao-1-300x219.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 313px) 100vw, 313px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"202\" height=\"165\" src=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/transportes-em-sao-sebastiao-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-295\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"150\" src=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/wp-content\/uploads\/transportes-em-sao-sebastiao-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-296\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>A popula\u00e7\u00e3o sebastianense, at\u00e9 a d\u00e9cada de 30, se utilizou principalmente da via mar\u00edtima como meio de transporte, tanto de mercadorias como de pessoas. O transporte atrav\u00e9s de canoas \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio, heran\u00e7a da cultura ind\u00edgena, que foi sendo aprimorada com a chegada dos portugueses no s\u00e9culo XVI. Elas foram aos poucos sofrendo modifica\u00e7\u00f5es de acordo com a necessidade dos cai\u00e7aras. No in\u00edcio eram simples, utilizavam-se apenas do remo, mais tarde, devido a crise econ\u00f4mica pela qual passava S\u00e3o Sebasti\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o passou a viver principalmente da pesca artesanal e do transporte de mercadorias para Santos, de onde traziam o querosene. Surgiram ent\u00e3o as canoas de voga, largas, compridas, talhadas em um s\u00f3 tronco, movidas \u00e0 vela.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o e funcionamento do porto nas d\u00e9cadas de 30\/40, o transporte foi sendo aperfei\u00e7oado, com a utiliza\u00e7\u00e3o de barcos \u00e0 vapor. Paralelamente ao transporte feito por mar, haviam as trilhas, tamb\u00e9m utilizadas pelos \u00edndios para ca\u00e7a, pesca e conquista de territ\u00f3rio. Entre as mais utilizadas estavam a do Rio Grande e do Ribeir\u00e3o do Itu, em Boi\u00e7ucanga. A partir do s\u00e9culo XVII, as antigas trilhas ind\u00edgenas foram ocupadas por tropas, permitindo a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias. A descoberta das minas de ouro em Minas Gerais, incrementaram a utiliza\u00e7\u00e3o destas trilhas que, segundo a tradi\u00e7\u00e3o oral, tamb\u00e9m serviam para contrabando e fuga de escravos. Enquanto a trilha do Rio Grande foi mais utilizada pelas tropas, a trilha do Ribeir\u00e3o do Itu foi sempre utilizada pela comunidade local basicamente para as peregrina\u00e7\u00f5es religiosas at\u00e9 o santu\u00e1rio de Aparecida. Uma outra trilha usada na \u00e9poca, hoje conhecida como estrada do Rio Pardo, \u00e9 a antiga &#8220;Estrada D\u00f3ria&#8221;, aberta no ano de 1832 por Padre Manuel Faria D\u00f3ria. Ela ligava S\u00e3o Sebasti\u00e3o \u00e0 freguesia de S\u00e3o Jos\u00e9 do Paraitinga ( Sales\u00f3polis ) e foi fechada em 1842 devido a diverg\u00eancias pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios projetos visando a constru\u00e7\u00e3o de um ramal da Estrada de Ferro Central do Brasil em S\u00e3o Sebasti\u00e3o n\u00e3o sa\u00edram do papel. Em 1892 os governos federal e estadual outorgaram concess\u00e3o \u00e0 Cia. Paulista de Vias F\u00e9rreas e Fluviais para a constru\u00e7\u00e3o de uma estrada de ferro entre S\u00e3o Sebasti\u00e3o e Minas Gerais, passando por Jundia\u00ed. Em 1896, o Estado fez estudos sobre linhas f\u00e9rreas entre S\u00e3o Sebasti\u00e3o e S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed, desta vez passando por S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos ou Taubat\u00e9. J\u00e1 no in\u00edcio deste s\u00e9culo, outros projetos contemplavam uma linha at\u00e9 Mogi das Cruzes, com destino a Jundia\u00ed e Campinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com todas essas dificuldades as cidades litor\u00e2neas ressentiram-se com a falta de estradas. Enquanto a produ\u00e7\u00e3o aumentava, as vilas da regi\u00e3o continuavam apenas como fornecedoras de mat\u00e9ria-prima para a exporta\u00e7\u00e3o. Outro obst\u00e1culo para o desenvolvimento da regi\u00e3o foi a decis\u00e3o pol\u00edtica de que todo transporte deveria ser efetuado pelo porto de Santos. Mas a partir de 1929, por iniciativa do Dr. Manoel Hypp\u00f3lito do R\u00eago que, atrav\u00e9s de um Projeto na Assembl\u00e9ia Legislativa do Estado, conseguiu iniciar uma nova discuss\u00e3o visando a implanta\u00e7\u00e3o de um sistema vi\u00e1rio para a regi\u00e3o. A partir de 1932 com o empenho do Coronel Edgard Armond, da For\u00e7a P\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo, iniciou-se junto \u00e0 cachoeira do Rio Negro, distante de Paraibuna 35 Km, a constru\u00e7\u00e3o da estrada que ligaria Caraguatatuba \u00e0 Paraibuna, o que facilitou o escoamento r\u00e1pido dos produtos da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja tamb\u00e9m:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-de-piratas-e-corsarios-em-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"301\">Piratas e Cors\u00e1rios<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-do-porto-de-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"298\">O Porto como Fator de desenvolvimento econ\u00f4mico<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-dos-transportes-em-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"292\">Transportes<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-politica-de-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"279\">Pol\u00edtica<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-da-escravatura-em-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"270\">Escravatura<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-da-formacao-fundiaria-de-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"263\">Forma\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/saosebastiao.tur.br\/web\/historia-do-comercio-em-sao-sebastiao\/\" data-type=\"page\" data-id=\"254\">Com\u00e9rcio<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Canoa de Voga &#8221; Caridade &#8221; &#8211; Transportando Pipas de Aguardente A popula\u00e7\u00e3o sebastianense, at\u00e9 a d\u00e9cada de 30, se utilizou principalmente da via mar\u00edtima como meio de transporte, tanto de mercadorias como de pessoas. 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